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Publicado em 09/10/2019

Memória – IBA 75 anos

Memória IBA 75 anos – presidente Flavio Castro (gestão 2012/13 + 2014/15 e 16)

Foram duas gestões consecutivas de Flávio Castro na Presidência do IBA, tempo suficiente para encarar muitos desafios. Os legados desta história recente representam muito para os associados e a classe, como a criação dos Comitês de Pronunciamento Atuarial (CPA) e o investimento de maquinário para a realização de cursos à distância. O ex-presidente lembra destes e outros fatos neste novo capítulo da série “Memória IBA 75 anos”. 

 

Como era a profissão de atuário na época em que presidiram o IBA? 

Flávio Castro -Tive o grande prazer de ser presidente do IBA entre 2012 e 2016. A profissão não mudou muito de antes para a época atual. O atuário continua sendo valorizado, sendo um celeiro de bons profissionais para muitos segmentos, mas principalmente nas áreas de fundos de pensão, seguradoras, planos de saúde, e uma pequena parte no ramo de investimento. 

 

Quais os desafios que enfrentaram naquela oportunidade?  

Flávio Castro - Os desafios do IBA eram vários, desde organização interna administrativa/financeira passando até maior representatividade da categoria e participação dos atuários junto ao Instituto. Foi uma época de muito trabalho e, na minha opinião, muitas conquistas em todas as áreas e para isso preciso agradecer a todos os diretores e funcionários da casa, em especial à saudosa Maria José. 

 

Como foi sua gestão? Houve algum momento marcante?   

Flávio Castro - Estar à frente do IBA é muita responsabilidade e vários foram os momentos marcantes. Acredito que o mais relevante tenha sido a alteração do estatuto, o qual permitiu eleição à distância – antigo desejo dos atuários. Em continuidade, a criação do CPA (Comitê de Pronunciamento Atuariais) foi também outra felicidade, a qual permitiu uma maior aproximação dos órgãos de supervisão. Dando continuidade à ideia de oferecer estrutura para a participação à distância dos atuários, houve a compra do equipamento e elaboração de vários cursos e eventos através do equipamento de transmissão que se consolidou de forma bem-sucedida.

Não posso esquecer dos Congressos de qualidade técnica reconhecida pelo mercado, e que para coroar, além de retornar com as confraternizações nas festas, ainda deixava sobra financeira para o instituto. Falando em recurso financeiro, apesar de trabalho que não é tão visível a todos, na minha gestão implementamos uma forma mais assertiva das cobranças financeiras, tendo como retorno maior receita para o IBA reinvestir em proveito de todos os atuários. Por fim, não posso deixar de registrar a criação do prêmio Ricardo Frischtak em homenagem ao grande professor de muitos atuários do Rio de Janeiro e referência inclusive fora do Brasil, no IAA. 

 

Qual a diferença do IBA da sua época para hoje?  

Flávio Castro - Acredito que o IBA venha continuando a ideia de cada vez mais expandir os horizontes, permitir que atuários de todo o Brasil possam participar ativamente do Instituto. 

 

Como analisa o IBA chegar aos 75 anos?

Flávio Castro - A chegada do IBA aos 75 anos é uma grande conquista porque não é fácil para um Instituto com poucos, apesar de importantes associados, que lutam cada dia pela profissão da Classe. Claro que ainda temos muito a conquistar e levar a profissão do atuário ainda mais longe e devemos lutar cada dia por esse ideal. Importante a participação de cada vez mais atuários, pois trabalho voluntário não é fácil, mas quanto mais pessoas participando, fica mais leve para cada um. Espero, sinceramente, que o IBA ainda tenha muitos anos de vida e que consigamos cada vez mais resultados para a Sociedade através da colaboração dos atuários!